CINUSP apresenta mostra Prazeres Incontidos – Cinemascope

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O termo usado para designar o prazer pelo prazer, o prazer a qualquer custo, é “hedonismo”.  O termo, emprestado da filosofia , deu origem a diversas teorias, da Antiguidade com Epicuro até a Idade Moderna com Henry Sidgwick. Foi pensando nisso que o CINUSP apresenta, de 25 de novembro a 8 de dezembro, uma curadoria de filmes que buscam retratar o comportamento de indivíduos engajados nesta busca.

O prazer não é privilégio sexual, nós sentimos prazer quando comemos, quando dançamos, ele pode surgir do uso de drogas, e até da dor. A nossa pulsão é o que nos mantém vivos. Sem a procura pelo prazer, seja ele onde for, sem que haja regras para isso, não encontramos individual ou coletivamente motivos para seguirmos vivos. As consequências para buscar essa posição do desejo são múltiplas, tanto quanto as formas que encontramos de sentir prazer, e por vezes catárticas.

Escapar da realidade ou simples satisfação. O prazer, em geral, é a forma como encontramos de nos conhecer e reconhecer.

Prazeres Incontidos

O CINUSP colecionou filmes que tratam desta pulsão em diferentes sentidos na mostra Prazeres Incontidos. O japonês Nagisa Oshima tem seu lugar de honra com o o aclamado O império dos sentidos (1976)que traz a incansável busca de um casal pelo prazer extremo e ilimitado através do sexo.

Já no filme de Marco Ferreri, A comilança (1973)o prazer é encontrado na comida e, por isso, as personagens entram em um gozo coletivo com os pratos e porções gigantescas, em um banquete infinito.

O clássico dos anos 1980, Curtindo a vida adoidado (1986), traz o nosso amado e emblemático adolescente Ferris Bueller. Ao perceber que sua vida é curta demais para ir às aulas com os amigos ele chega ao ponto de cantar em um carro de som no meio de um desfile em Chicago.

As nuances de violência aparecem em The bling ring (2013)com o deslumbre com o mundo da fama, já Party monster (2003) trata de um assassinato pelo viés das drogas. Yves Robert evoca “O direito à preguiça” de Paul Lafargue para criar Alexandre, o felizardo (1968), na persona de um fazendeiro de meia idade que quase reivindica o prazer absoluto.

A mostra Prazeres Incontidos também trará um olhar histórico do prazer com os filmes Táxi para o banheiro (1980), um retrato do submundo do sexo na Alemanha polarizada em plena Guerra Fria. Integra ainda a programação As pequenas margaridas, obra que acompanha duas garotas descobrindo o prazer na Tchecoslováquia sob regime/ocupação socialista.

O cinema brasileiro também terá lugar. Domingos de Oliveira mostra em Todas as mulheres do mundo (1966) os prazeres das praias e boates do Rio de Janeiro da década de 60. Já em Frente fria que a chuva traz, de 2015, a cidade vira cenário para os excessos dos adolescentes ricos e suas festas na favela do Vidigal. São Paulo, por seu lado, é mostrada violenta, com a dizimação dos notívagos paulistanos dos anos 1990 no curta Serial clubber killer (1994).

Diferentes na abordagem, mas semelhantes na temática, os filmes selecionados destacam a gama de reações provocadas e guiadas pelo nosso impulso de sentir prazer. Os seres humanos possuem essa característica em comum e vivem de acordo com ela, para o bem ou para o mal. Apresentar as diversas possibilidades narrativas, do humano enquanto caça ou caçador, pode despertar reações diversas em quem assiste. 

A reação é real, porque o prazer também é.

O CINUSP fica localizado na Cidade Universitária, R. do Anfiteatro, 181 – Colméias – Favo 04 / São Paulo, SP

A unidade Maria Antônia fica na R. Maria Antônia, 258/294 / São Paulo, SP

Veja a programação no site

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